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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Esconderijo (Websérie)

Boa noite galera! Eu sumi de novo, eu sei, me perdoem! No começo o motivo era só a falta de ânimo, e depois tive que fazer uma cirurgia grande e fiquei bastante tempo internada. Mas agora tô de volta, não vou prometer aparecer por aqui com frequência, mas vou tentar manter o blog vivo.



Agora, sem mais enrolações, vamos ao motivo do post de hoje: trago para vocês a indicação de uma webserie chamada Esconderijo; de temática LGBT, nacional e totalmente independente, a série é uma co-produção de duas produtoras cariocas, a 88 soluções e a Mané Produções; escrita e dirigida por Gabriela Dimello, com argumento da mesma em parceria com Tatiana Fernandes, que também é uma das protagonistas; além disso, conta com uma equipe fantástica por trás das câmeras.

Seu enredo gira em torno da história de amor, desencontro e amadurecimento de Malu (interpretada por Mirela Pizani) e Raquel (Tatiana Fernandes). O elenco ainda conta com Simone Perez, como Patrícia, e as participações de Humberto Seixas como Zeca e Yasmin Campbell, como Aurora.

Como falei, a série é independente, o que significa que não tem nenhum tipo de ajuda financeira de governo, empresas... Nada; o que torna o trabalho muito mais árduo e ainda mais admirável, pois, mesmo com a grana curta, ele foi realizado com total profissionalismo, amor e respeito, de uma forma perfeita em todos os sentidos. Todos os envolvidos são muito bons no que fazem.

Os episódios são bem curtos, extremamente instigantes e emocionantes, não tem como não se pôr no lugar das personagens, quem assiste chora, ri e sente tudo com eles a todo momento. Os atores escolhidos caíram como uma luva, suas interpretações são primorosas. Minha personagem favorita é a Raquel; em um primeiro momento ela parece ser uma pessoa mimada e egoísta, mas conforme a historia nos vai sendo contada, fica nítido que "o buraco é muito mais embaixo" e é muito mais fácil entender os motivos que a levaram a tomar as decisões que tomou no passado.

Não sei mais o que falar para vocês que possa passar tudo o que essa historia significa para mim; eu amo esse projeto de uma forma tão intensa que até parece que faço parte da equipe (hahaha). A primeira temporada estreou em 17 de Setembro do ano passado, e conta com 8 episódios no YouTube, e mais 8 episódios de Making Of. Vale muito a pena assistir, pois essa é uma história que precisa ser contada e vista, principalmente em nosso país que é ainda tão carente de amor e respeito à comunidade LGBT.

A segunda temporada está prevista para Maio deste ano, e promete muita coisa nova: mais tempo de duração de cada episódio, mais locações, mais personagens... Mas, como se trata de um projeto independente, e infelizmente o governo, o ministério da cultura e a classe política em geral parece está pouco se lixando para a cultura do nosso país, para que ela aconteça, está no ar um financiamento coletivo no Catarse (nem um centavo dessa grana vai pra cachê de nenhum membro da equipe, eu garanto).

Eu estou com o coração na boca para que a segunda temporada estreie logo, pois, além do amor que sinto por esse projeto, acredito totalmente na força que ele tem e ainda terá de ajudar muita gente que  precisa se ver representada. Vou deixar a baixo o link do trailer da série e também do Catarse para quem quiser e puder ajudar, garanto que não vão se arrepender.

Trailer (aqui)
Catarse (aqui)

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Crítica - Sense8 (Série Netflix)


Sense8 é uma série original da Netflix, criada em 2015 pelas irmãs Wachoswski (também criadora de Matrix) e Straczynski (Babylon 5 e outras tantas séries). É uma série de ficção científica que tem como premissa oito pessoas de lugares diferentes do planeta, com classes sociais, e realidades completamente distintas uma da outra, que passam a compartilhar suas consciências entre si; elas podem aparecer umas para as outras, e até tomar seu lugar em determinados momentos, e assim se ajudar em momentos difíceis. 

Os personagens principais são: Lito, um ator latino gay que tem medo de sair do armário (Miguel Angel Silvestre); Capheus, um humilde motorista de van em Nairobi (Toby Onwumere); Kala, uma farmacêutica indiana (Tina Desai); Sun, uma banqueira Coreana que também luta caratê (Doona Bae); Will, um policial em Chicago (Brian J. Smith); Wolfgang, um ladrão e chaveiro na Alemanha (Max Riemelt); Riley, uma DJ islandesa em Londres (Tuppence Middleton) e Nomi, uma hacker transexual lésbica em São Francisco (Jamie Clayton). 

A série é de explodir a cabeça, acompanhar de cada personagem separadamente e ver como suas vidas acabam se entrelaçando em momentos cruciais é muito maluco e de tirar o fôlego ao mesmo tempo. Eu nunca tinha assistido nada tão complexo na vida e confesso que demorei um pouco para entender o que estava se passando ali, mas quando finalmente entendi, fiquei totalmente fascinada. 


Ao contrário do que muitos que nunca ouviram falar dessa série possam pensar, Sense8 não é uma série tecnológica, futurista e tudo o mais que uma série do gênero normalmente é, essa é uma trama psicológica, sobre pessoas e o convívio entre elas. 

É extremamente fácil se familiarizar e sentir empatia por cada um dos personagens, os meus favoritos foram o Capheus, um cara que apesar de toda pobreza é totalmente honesto e de bem com a vida, que põe a vida das pessoas que ama sempre em primeiro lugar. 

Lito, o galã mexicano de filmes de ação que mantém uma relação anônima com outro rapaz, o Hernando (Alfonso Herrera), e esse romance, apesar de complicado, é levado numa boa pelos dois, até que Daniela, colega de elenco de Lito em seu novo filme descobre da pior maneira o grande segredo do amigo; o que para Lito é um drama inicialmente, se transforma no núcleo mais engraçado da série, e eu me apaixonei completamente por esse trio. 

E também a Nomi, uma mulher trans que tem um romance lésbico com Amanita (Freema Agyeman), que por esses motivos, acaba sendo rejeitada por sua própria família; seu romance com a namorada Amanita é meu maior Shipper dentro da série, não tem como não torcer para que tudo fique bem com elas. 


Cada um dos personagens escolhidos fez um trabalho de impecável, não só os protagonistas, os coadjuvantes também foram incríveis e foram fundamentais para ajudar no desenvolvimento da historia, não conhecia a maioria dos atores escolhidos e fiquei extremamente impressionada com a atuação de cada um. 

Os Sense8 não possuem superpoderes, são pessoas comuns com habilidades comuns como qualquer outro, que se tornam úteis entre eles. A serie foge totalmente do padrão, e trás diversidade de todo tipo: gênero, raça, orientação sexual, cultural e social. 

É uma série importantíssima para nossos tempos atuais, pois fala de homossexualidade de uma forma simples e direta, como deveria ser na "vida real", e é exatamente isso o que mais me encantou em seu enredo. Toda a historia retratada mostra que ninguém é especial, todo mundo é comum, e que pessoas comuns são capazes de feitos inimagináveis quando trabalham juntas, sem preconceitos.

A serie conta com 12 episódios em sua primeira temporada; recentemente foi ao ar sua segunda, e infelizmente última temporada; sim, a série foi cancelada e a notícia deixou milhares de fãs órfãos. Graças a Deus, esses mesmos fãs (me incluo no meio), fizeram um monte de abaixo assinados para que a Netflix desse um desfecho digno para as histórias dos nossos tão amados personagens; o que se sabe sobre isso até o momento é que vai ser um único episódio de 2 horas de duração, que começará suas gravações ainda neste mês, mas ainda não tem data de estreia; então só o que nos resta é esperar. 

Enfim, por hoje é só! Espero muito que eu os tenha convencido a dar uma chance para essa série que é tão maravilhosa e necessária. Beijos e até o próximo post!